“Food truck” do povo

Estabelecimento que funcionava no antigo lanchódromo se reinventa

Lanchódromo Bauru
Antigo lanchódromo de Bauru ficava na Avenida Nações Unidas, quadra 27 (Foto: Jornal da Cidade)

Provavelmente você já deve ter ouvido falar dos famosos “food trucks”, que começaram a se espalhar por Bauru e diversas outras cidades do Brasil a partir do ano de 2014. A maioria vende produtos com ingredientes de alto padrão de qualidade, o que ajuda a justificar o preço muitas vezes extorsivo. Mas você sabia que esse tipo de estabelecimento já existe há muito tempo?

Estamos falando de um local famoso em Bauru,  que acabou sendo fechado: o lanchódromo. Criado em 1991, na gestão do prefeito Antônio Izzo Filho, esse espaço, localizado na quadra 27 da Avenida Nações Unidas, já chegou a agregar 26 barracas de alimentação. Só que algumas barracas não tinham condições mínimas de higiene e, por conta disso, o lanchódromo foi interditado pela prefeitura em 2003, dando lugar ao Instituto Branemark. A partir daí, quem quisesse se alimentar pagando pouco teria que se deslocar até a Praça da Paz, que se transformou em uma espécie de “substituta” do lanchódromo.

Uma dessas barracas tem uma história interessante. O atual proprietário, Alexandre Lopes Pereira, conta que pouco antes do fim do lanchódromo o estabelecimento se mudou para um prédio alugado na própria Nações, mas foi por pouco tempo: “Em seguida, mudamos para a Rua Venezuela, também por pouco tempo, e acabamos fechando. Aqui na praça Gastão Vidigal (Praça da Hípica), funciona há quatro anos (desde 2014)”.

Alexandre ainda diz que o fechamento do lanchódromo foi ruim, “principalmente porque no final estava muito abandonado pela prefeitura e também pelos barraqueiros, que não cuidavam do local. Isso acabava afastando as famílias, por isso saímos um pouco antes”.

Mudanças

Com o passar dos anos, a concorrência ficou cada vez mais acirrada, principalmente com os “food trucks” que vendem alimentos mais simples, sem o toque “gourmet”. Tendo isso em mente, Alexandre optou por melhorar o cardápio, incluindo a apresentação dos produtos e o preço, “além de buscarmos outras alternativas, como o delivery”, complementa. Tudo com o objetivo de melhorar o atendimento e as vendas.

Um fato interessante é que além da clientela nova (como jovens, idosos e famílias), aos poucos os antigos clientes souberam que esse estabelecimento estava na Praça da Hípica (que surgiu em 2010 e tem uma área quatro vezes maior que a Praça da Paz). Segundo Alexandre, esses clientes retornaram “inclusive trazendo seus filhos, o que nos alegra, pois estamos atendendo uma segunda geração de clientes, incluindo os netos”.

Sobre o futuro do ramo onde atua, Alexandre diz que ele e seus funcionários procuram “trabalhar sério, garantir nosso sustento e esperamos crescer, continuar com bastante movimento. Todos precisam trabalhar, e nós geramos emprego e renda, o que é importante”.

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