Por que o mundo é fascinado pelas famílias reais em pleno século XXI?

Casamento entre Harry, da coroa britânica, e Meghan Markle comove o mundo e comprova que as famílias reais ainda possuem poder na hora de impressionar

A família real da Inglaterra vive sob holofotes e praticamente tudo o que eles fazem vira notícia. E nós não estamos falando de notícias políticas, afinal, os países que pertencem ao Reino Unido são regidos por um sistema de monarquia parlamentarista, o que significa que as decisões sobre a administração pública ficam na mão do Primeiro-Ministro. Nesse tipo de regime político, a Rainha Elizabeth tem o poder de nomear formalmente parlamentares, propor projetos de ler e conceder algumas honras, entretanto, ela não é a responsável pela execução das leis e nem sobre as decisões administrativas sobre a Inglaterra. Em aspectos gerais, o papel da realeza é simbólico e, mesmo assim, as pessoas ao redor do mundo são completamente fascinadas por tudo que acontece com ela.

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(Legenda: O príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle/ Foto: Kensington Palace/Divulgação

A prova de que esse fascínio é muito maior do que se pode imaginar foi o casamento real entre Harry e Meghan, que aconteceu no dia 19 de maio de 2018. O noivo é o segundo filho de Carlos, príncipe inglês, e de Diana, mais conhecida como Lady Di. Harry é o sexto na linha sucessão ao trono britânico e mantém um relacionamento com Meghan Markle desde 2016. A noiva, por sua vez, é norte-americana e ficou famosa no mundo inteiro ao protagonizar a série Suits.

O enlace matrimonial foi transmitido ao vivo por várias emissoras ao redor do mundo – no Brasil, os diretos de exibição foram comprados pela Globosat e distribuídos entre o canal aberto da emissora e a GNT – e também foi exibido na internet, pelo canal do YouTube da família real. O casamento foi compartilhado em tempo real através de uma live, que obteve 11,2 milhões de visualizações enquanto estava no ar. Esse foi o 5º evento transmitido ao vivo com o maior número de telespectadores da história da plataforma. De acordo com informações divulgadas pelo Google, se somadas as visualizações da live que foram feitas após a cerimônia já ter terminado, o número ultrapassa a marca de 32 milhões. Isso demonstra que, pessoas de diversas partes do mundo, possuem grande interesse em saber mais sobre a família real e que ela não perde sua força mesmo nos dias atuais.

Afinal, por que as famílias reais chamam tanta atenção?

No caso das monarquias parlamentaristas, por mais simbólica que seja, a função da família real é extremamente importante. Ela garante que o povo inglês possa ficar contra as decisões políticas tomadas e mesmo assim ainda se orgulhar da sua cultura. Além disso, de acordo com Pauline MacLaran, professora de Marketing da Royal Holloway, da Universidade de Londres, e coautora do livro Royal Fever: The British Monarchy in Consumer Culture (que significa Febre Real: A Monarquia Britânica na Cultura de Consumo) a ideia de contos de fadas, voltada para príncipes e princesas, é muito enraizada na cultura ocidental e é reforçada globalmente pela Disney, portanto, isso desperta a curiosidade humana.

A psicóloga Gisele Ferreira, especialista em comportamento humano, explica que outro fator que leva muitas pessoas a quererem saber mais sobre as monarquias é que, de certa forma, acompanhar a família real é como assistir a uma novela: “Existem casamentos, separações, escândalos, nascimentos e muitas informações a todo momento. Como as dinastias não mudam, são sempre os mesmos protagonistas, as pessoas se prendem até mesmo afetivamente a eles e isso aguça ainda mais a curiosidade sobre o comportamento de cada integrante da família real”.

Outro ponto que também se pode notar é que várias famílias reais têm quebrado protocolos nos últimos tempos. Essas atitudes são importantes, pois elas são necessárias para acompanhar as mudanças da sociedade: o casamento de Harry e Meghan foi um grande dia para essas novidades. Pela primeira vez na história, uma mulher negra, divorciada, feminista e mais velha que o seu futuro marido estava entrando para a família real. Além disso, Meghan quebrou muitos protocolos – desde a escolha do vestido até a decisão do padre que fez a cerimônia – e essas ações despertaram a curiosidade pública.

A própria Meghan Markle já aguça por si só a atenção do mundo inteiro, pois ao realizar seu casamento com Harry, ela entra para o time de mulheres que receberam holofotes também por serem conhecidas antes de entrar para a realeza. Conheça algumas delas:

1. Lady Di

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Foto: Reprodução/Divulgação

Apesar de não ter nenhuma profissão que a tornasse conhecida publicamente, Diana, ou Lady Di, como era apelidada, foi um dos nomes mais importantes na tarefa de tornar admirada a vida da monarquia britânica. Desde que assumiu publicamente, em 1979, seu relacionamento com o príncipe Charles – o primeiro na linha sucessória ao trono – ela se tornou ícone fashion e começou a ser adorada, principalmente, por sua simpatia e por seus inúmeros trabalhos filantrópicos. Mesmo tendo se divorciado de Charles, em 1996, Lady Di continuou sob os holofotes da imprensa de maneira tão obsessiva que faleceu no dia 31 de agosto de 1997, em um acidente automobilístico em Paris, quando era perseguida por sete carros de paparazzis. Até os dias de hoje, ela é lembrada na cultura pop e costuma ser frequentemente comparada com Kate Middleton, esposa de Willian, primeiro filho de Diana.

2. Grace Kelly 

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Foto: Divulgação/IMDB

Grace Kelly fez seu nome muito antes de conhecer Rainier III, o príncipe-soberano de Mônaco. Ela já era uma grande atriz do cinema, conhecida por ter protagonizado filmes gigantes como “Disque M para Matar”, “Ladrão de Casaca”, “Janela Indiscreta” do aclamado diretor Alfred Hitchcock, e “Amar é Sofrer”, filme que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz, em 1955. Foi justamente em 1995, quando esteve no festival de Cannes, que Rainier quis conhecer Grace Kelly e tirar fotos com a tão aclamada atriz que estava de passagem pelo seu país. Os dois se apaixonaram, logo se casaram e ela entrou para a realeza de Mônaco.

3. Charlene Wittstock

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Foto: Reprodução/Divulgação

A ex-nadadora Charlene Wittstock também é um exemplo que possuía uma grande carreira antes de entrar para realeza. A sul-africana era nadadora olímpica e representava o seu país em diversas competições mundiais e, em uma delas em Mônaco, acabou conhecendo Alberto II, filho de Grace Kelly. Eles rapidamente se casaram e, em 2011, ela se tornou princesa consorte de Mônaco.

4. Leticia Ortiz

Leticia Ortiz
Foto: Divulgação/Getty

Atualmente, Letizia Ortiz Rocasolano é Rainha Consorte da Espanha, casada com o rei Filipe VI. A Espanha também é uma monarquia parlamentarista, assim como a Inglaterra, e, antes de entrar para a família real, Letizia era muito conhecida na Europa por seu trabalho como jornalista.  Ela foi âncora de um dos principais telejornais espanhóis e abandonou o cargo em 2003, quando se casou com o então Príncipe das Astúrias espanhol.

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