Físico vs Digital: os discos ainda têm valor emocional, mas o streaming representa agora a maior parcela da indústria fonográfica

A constante mudança na hora de ouvir música impactou diretamente nas vendas, e as gravadoras precisaram se adequar ao mercado

Por Isaque Costa e Maria Carolina Dias 

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O hábito de escolher um disco na estante, colocar na vitrola e escutar o álbum completo ficou no passado. O consumo de música hoje em dia é efêmero. As pessoas viraram consumidoras de playlists (lista de música) criadas por aplicativos de streaming (fluxo de mídia) . “A relação das pessoas com a música é superficial e muito menor do que antes. A música disputa atenção com rede social, televisão, YouTube, rádio, playlist no Spotify, muitas coisas que fazem com que a audição de um disco inteiro se torne cada vez mais raro.” relata Gilberto Custódio, proprietário da Locomotiva Discos, que produz a maior feira de discos do país.

A Feira de Discos de Vinil de São Paulo acontece há sete anos e surgiu quando Gilberto e seu irmão e sócio, Márcio Custódio, sentiram a necessidade de uma feira bem produzida na cidade, segundo ele.  Hoje a feira disponibiliza mais de 50 mil discos para venda e troca, e recebe mais de 5 mil pessoas na faixa etária de 15 a 75 anos.

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A Loja Locomotiva Discos atrai clientes de todas as idades. Foto: Divulgação/Facebook

“É uma oportunidade única da pessoa ter contato com vários vendedores ao mesmo tempo, podendo assim aumentar consideravelmente a chance de se encontrar um disco legal por um bom preço. Mas tem que garimpar e essa é a graça do negócio”, afirma Gilberto ao analisar a importância de uma feira de discos.

Feiras como essa ajudam aqueles que ainda gostam de consumir música à moda antiga a aumentarem seu acervo de discos de vinil, e a se relacionarem com outros colecionadores.

 Confira o áudio da entrevista  com João do Baú, dono do Super Sebo Avenida, situado no centro de Bauru-SP .

Segundo Nielsen Music, em 2016 havia sido vendido 13,1 milhões de unidades nos Estados Unidos, já no ano de 2017 os LP’s apontaram 8,4% de todas as vendas de disco do país, e 14% das vendas de discos físicos, aumentando assim o número para 14,32 milhões. Por mais que no Brasil tenha públicos que sejam adeptos ao consumo dos LP’s, não há pesquisas que comprovem o aumento das vendas de vinil.

Mas a ideia do vintage, a sensação ao tocar uma capa de álbum, mudar o disco de um lado para o outro, dedicar o tempo para ouvir música e escutar com mais atenção, são coisas que atraem novos públicos.

Para o integrante da Banda Raça Negra, Fabinho César, a crescente das vendas está ligada a uma apreciação do público mais jovem. “O vinil ele não volta mais como era antes. Ele volta para a nova geração de ouvintes, para uma minoria na verdade. Uma galera que não pegou essa época e acaba virando colecionador”, opina César, que vivenciou a era do vinil como músico.

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O Super Sebo Avenida tem uma grande variedade de mídia e discos raros. Fotos: Isaque Costa

Já na visão do proprietário da loja Zoyd Discos, há dois tipos de consumidores de vinis, “existe uma grande diferença daqueles que compram os vinis meramente por uma questão de fetiche e ou saudosismo e aqueles que descobrem um formato que disponibiliza um contato visual e com exclusividades sonoras, peculiar a este formato”, conclui Ézio Zoyd. Além de proprietário da loja de discos, situada em São Paulo, há mais de 25 anos, Ézio coleciona atualmente 3.200 vinis, mas a sua galeria já ultrapassou 20 mil discos.

Fábio Barbosa, que possui um acervo menor de apenas 600 vinis, relata a dificuldade de encontrar discos, “A maior dificuldade em encontrar vinil é em loja física pois existem poucas no Brasil, nossa cultura deixou para trás os anos 80 […] mesmo até os anos 90 éramos adeptos aos vinil, já na Europa esse adepto nunca acabou, fato que muitos discos importo de lá”, afirma o colecionador de Maringá que há seis anos prioriza o álbum físico.

A proprietária do centro cultural Casa Brasilis, DJ Rafa Jazz, concorda com a opinião do colecionador, uma das dificuldades da loja que antes de ter o espaço físico vendia na internet, era justamente encontrar as novidades internacionais no Brasil. “O mercado do disco de vinil tem um gargalo muito forte que é o alto custo dos equipamentos (toca discos, agulhas etc) e também dos discos importados, que por conta da cotação do dólar e impostos chegam muito caros no Brasil. Acaba sendo um pouco difícil ter as novidades gringas, e por ser um produto cultural as pessoas o consomem quando tem dinheiro para isso”, aponta a DJ.

O Maior Colecionador do Mundo

Já imaginou ter sete milhões de discos guardados? O brasileiro e maior colecionador de vinil do mundo,  José Antônio Alves Freitas, o Zero Freitas, sabe muito bem o que é isso. Cursou música na ECA/USP, turma de 1972, e faz parte de um grupo familiar que atua no ramo de transporte coletivo e de cargas desde 1955, na Região Metropolitana de SP.

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Galpão de Zero Freitas com discos que não foram catalogados. Foto: Eduardo Knapp/ Folhapress

Nascido em 1953, Zero cresceu vendo sua mãe indo aos programas de auditórios radiofônicos, pois era grande fã da era de ouro do rádio. Também cresceu em meio a coleção de mais de 500 discos de sua mãe, nos quais 200 ainda sobrevivem. Ele conta que os escutava quase que vinte e quatro horas por dia.

Outra fator que fez acender a sua paixão por discos foi o Hi Fi (vitrola estereofônica) dado em 1959 pelo pai como presente de natal. Junto com o vitrola veio mais 200 LPs, entre eles Beethoven e Ray Charles. “Enlouqueci de tal modo, devorei aquilo com tal volúpia, que minha mãe acabou me colocando na escolinha de piano” relembra Freitas.

Aos 11 anos comprou seu primeiro disco, “Roberto Carlos Canta Para Juventude”, garimpando nos sebos da cidade, costume que teve até os 60 anos, comprando em média 300 discos por mês. O colecionador conta que em 1999 descobriu o mundo dos leilões do eBay e aos poucos foi se aposentando como garimpador.

“E com o tempo começaram a aparecer ofertas de lotes inteiros, coleções, estoques de lojas que fechavam as portas, e fui me especializando em grandes volumes a preços irrisórios, além de conseguir contatos em museus, bibliotecas e universidades, principalmente americanas, que passaram a nos indicar para famílias que queriam fazer doações de coleções pessoais”, afirma Zero, que conta também que em meio a essas transações já adquiriu até um milhão de itens em um único negócio, e isso aconteceu três vezes nos últimos dez anos.

Após os discos serem recebidos, é mantido a origem com a pequena biografia do antigo dono, é realizado higienização individual e a seco, fotografia da capa, catalogação usando software e armazenamento em estantes.

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Zero Freitas em seu acervo. Crédito:Júnior Lago/UOL

O acervo tem um papel de uso social para o material coletado, “Pretendemos que nosso acervo seja cada vez mais acessível para a sociedade, que as pessoas possam consultar, ouvir, e eventualmente copiar, desde que por motivos pessoais que eu mesmo avalio”, declara José Antônio. Ele ainda afirma que a possibilidade de venda só existiria caso houvesse uma proposta muito alta para um disco que tenha vários exemplares em seu galpão, mesmo assim a primeira opção é a doação.

Entre os sete milhões de discos há alguns considerados raros para o mercado, entre eles o primeiro LP do Roberto Carlos, autografado pelo Rei,  alguns dos Beatles e Rolling Stones. Mas Freitas tem os seus preferidos, “suas raridades” , “Um Cartola autografado pra uma parente dele, uma Nara Leão fazendo extensa dedicatória de paixão para o então cassado JK, um Tom Jobim pedindo desculpas por um erro de Português no texto da contracapa, um Kid Vinil escrevendo uma maravilha pra mim, coisinhas assim”, conta com carinho. “E tem também o ‘preço maior’ por alguns LP’s em função das Artes Gráficas, uma capa de Di Cavalcanti, um Jethro Tull com a banda saltando tridimensionalmente de dentro da capa” acrescenta Zero.

Hoje dos sete milhões de discos, cerca de um milhão e duzentos mil estão nos EUA, em um depósito em New Jersey, esperando um possível momento para ser enviado a São Paulo, pois são transportados em contêineres cheios, o que barateia o frete.

Zero Freitas conta que escuta bastante rádio e é adepto ao streaming, mas para ele não há comparação, “Não tem Spotify ou Deezer que me ofereça essas preciosidades, como ouvir uma hora e meia de Bob Dylan com George Harrison brincando num estúdio, Eric Clapton com Leon Russell que eu adoro”.

K7 é Cult 

A fita cassete ainda que arcaica, se analisado pela visão de hoje, foi o primeiro modelo de música portátil, com os Walkmans, e ainda permitia o ouvinte criar as suas próprias playlists, as chamadas mixtape. Era costume dos jovens dos anos 1980 e 1990 esperar a sua música preferida tocar no rádio, para poder gravá-la em sua fita cassete, através de seu aparelho de som. Criando assim suas coletâneas, para compartilhar, trocar e ter sempre às mãos suas músicas preferidas.

Em 2016 Fernando Lauletta, proprietário do Flap Studios, conhecido por utilizar equipamentos analógicos e vintage, aliados aos computadores e softwares modernos, juntamente com Luís Lopes, compraram a copiadora de cassetes da empresa norte-americana Kaba Research & Development.

Há alguns anos existe uma demanda de bandas independentes que querem gravar as suas músicas em cassetes, como uma forma de diferenciar seu trabalho dos demais. “A volta do vinil e do K7 tem alguns ingredientes, que são a forma de ouvir música fora do computador, a sonoridade diferente e um certo charme saudosista. Em geral são artistas mais descolados que se preocupam em utilizar esses formatos”, conta o proprietário da Flap.

Revelação de 2015, a banda goiana Boogarins, que hoje desponta no cenário internacional tocando em festivais pelos EUA e Europa, lançou no mesmo ano o disco “Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos” em todos os formatos, incluindo em fita cassete.

Álbum “Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos”, em cassete. Foto: Divulgação.

Acho legal, é um momento onde se tem muita gente fazendo música, e o vinil, a vitrola, a fita K7, fazem parte desse conjunto maluco de referências que formam o que a gente entende como música. É um bom jeito de vender música e fazer o jogo todo continuar acontecendo” afirma Fernando Almeida, vocalista da banda.

O colecionador de mais de 500 fitas cassetes, Zoyd, acredita que sempre haverá um público para este tipo de formato.  “As fitas K7 nunca acabaram, evidentemente continuam para um público específico. Há alguns lançamentos neste formato de um determinado artista e há também os trabalhos autorais neste formato, e veja na Alemanha há distribuição de fitas K7 de bandas e ou projetos de música eletrônica”.

Lauletta considera uma ótima ideia a duplicação de cassetes, mas tiveram dificuldades para importar as fitas, que desde 2000 não são fabricadas no Brasil. Por conta disso a duplicadora foi vendida para a Polysom, tradicional fábrica brasileira de vinil. “Sinceramente não colocaria as fitas numa posição igual ao vinil, que acredito que teve muito mais importância para indústria da música aqui no Brasil […]  mas o interessante é que a volta dos K7s veio agora com as pessoas querendo uma fita com o álbum, e não mais para montar sua própria mixtape” analisa Fernando.

Biblioteca Personalizada 

O alto custo do vinil, da fita cassete e de toda a mídia física foi justamente um dos motivos para o MP3 ter se popularizado na primeira metade dos anos 2000. O aparelho MP3 Player que tinha como capacidade unir inúmeras músicas em um único dispositivo projetado para caber no bolso, ganhou destaque quando Steve Jobs lançou o iPod. Com isso, as pessoas começaram a compreender a música como um arquivo não palpável.

Junto com o iPod a Apple lançou o iTunes, uma loja online de músicas digitais e o sistema base dos aparelhos. O iTunes Store introduziu algumas regras no mercado que são seguidas até hoje. Uma das maiores mudanças no consumo de música, introduzida pela empresa de Jobs, foi a possibilidade de comprar apenas uma faixa ao invés do álbum completo. Assim o ouvinte poderia criar a sua própria biblioteca musical, dentro de um dispositivo móvel, hábito presente até os dia atuais.

A facilidade de ter um acervo musical em nossas mãos, é uma das vantagens vistas pela DJ, que tem necessidade de ter um repertório variado para realizar o seu trabalho. “Para mim uma das melhores coisas que já existiu foi a popularização dos MP3 através da internet, isso me possibilitou conhecer muita coisa diferente […] O MP3 como forma de pesquisa é um super aliados dos DJs, com boa qualidade permite que você sempre toque novidades na pista”, acrescenta Raffa Jazz que prefere utilizar somente discos de vinil.

Na medida que os aparelhos de MP3 ficaram populares, devido à facilidade de baixar músicas na internet, a pirataria também cresceu. Por mais que o iTunes, com a venda de músicas digitais, ajudasse a combater a venda ilegal, foi nessa época que as gravadoras começaram a entrar em crise sem saber qual caminho a indústria fonográfica iria tomar.

 CD x Pirataria

A pirataria foi o grande mal para as gravadoras no final dos anos 1990 e na primeira década dos anos 2000. O mercado não sabia como reagir aos crescentes números do consumo de músicas ilegais. Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), em 2003 pelo quarto ano consecutivo o resultado foi negativo, houve uma redução de 7,6% em valores (U$) e 6,5% em unidades vendidas, correspondendo a 1,1 bilhão de CDs com músicas pirateadas.

Esses números alarmantes junto com a pirataria digital só ajudaram para que houvesse o declínio do CD. A invenção do compact disc, conhecido como CD, veio junto com a chegada dos computadores e o avanço da internet, no final da década de 1980. Trouxe para a época uma melhor clareza e qualidade sonora e por ser compacto possibilitou um armazenamento mais prático. Mas com o passar do tempo, os aumentos de preços e a competição com outras mídias que vinham surgindo, tornou o CD obsoleto.

Se em 2003 a pirataria fez os números de cópias físicas reduzirem, na segunda década dos anos 2000 quando os serviços de streaming começaram a aparecer, a situação piorou. Segunda a IFPI em 2015 as vendas globais de produtos físicos correspondiam à 5,8 bilhões (US$) de um total de 15,0 bilhões na indústria fonográfica. Em 2005 as vendas físicas correspondiam à 17,9 bilhões (US$) de 20 bilhões. A cada cinco anos neste período entre 2005 e 2015 a receita das gravadoras caíram quase pela metade.

As gravadoras que até então não sabiam que rumo o mercado da música iria tomar, viram com a popularização do streaming uma forma de aumentar a receita. Alê Siqueira, produtor musical há 21 anos, expõe seu ponto de vista sobre transformação do mercado da música. “Sempre o sistema econômico consegue dar um jeito de reverter, é aquela velha história se você não consegue combater, junte-se a eles né? A indústria foi absorvendo, tentando se aliar, e reverter em lucros”, opina Siqueira.

Os serviços de streaming facilitaram ainda mais a forma de ouvir música. É só pegar o celular, acessar um aplicativo de streaming e lá vai ter todos os álbuns e músicas dos principais artistas do mundo da música. Os dados de 2017 da Federação Internacional da Indústria Fonográfica relatam que, no mundo, a receita de streaming ultrapassou pela primeira vez as vendas físicas com uma alta de 8,1%. No Brasil o mercado apresentou sua maior taxa de crescimento em mais uma década, foi registrado uma alta de 17,9%. E esse serviço foi determinante para o fortalecimento da indústria no país, assim como no mundo.  Em comparação com 2016, a alta foi de 64%, representando em 2017 US$ 162,8 milhões. Desde o surgimento do Napster, em 1999, a indústria fonográfica tinha dificuldades de se recuperar.

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Arte: Maria Carolina Dias

Como as gravadoras têm se adaptado às produções para as mídias digitais, as bandas também acompanham e direcionam o seu trabalho para os serviços de streaming.

“Acho que hoje esses caminhos de ‘onde colocar minha música para todo mundo ter acesso?’ são bem claros. Depois que você coloca é que vem o desafio de entender como essa lógica de arrecadação dos serviços de streaming funcionam e como fazer as pessoas encontrarem o seu som no meio do vasto catálogo que esses serviços oferecem, bastante pró e uma porrada de contra na lógica toda”, explica Fernando Almeida, vocalista e guitarrista da banda de rock goiana, Boogarins. O músico destaca como um dos pontos negativos o fato das pessoas ficarem presas ao algoritmo, que fazem com que a banda que não esteja dentro dos indicados da semana, dificilmente seja ouvida.

Em janeiro de 2018 o Conselho de Direitos Autorais (CRB), aumentou a taxa de valores pagos por direitos autorais, ou royalties para compositores em 40%. O Conselho definiu que até 2022, as plataformas digitais terão de pagar 15,1% do lucro de uma música para o compositor, 4,6% a mais do que os 10,5% anteriores. Além disso foi definido que o valor será elevado em mais um por cento a cada ano. 

Esses números representam a grande quantidade de adeptos dessa tecnologia nos últimos anos. Segundo o IFPI, nos Estados Unidos mais de 30 milhões de pessoas pagam e usam os serviços de streaming. No mundo, a estimativa é de 112 milhões de usuários.

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Aplicativos de streaming cada vez mais populares. Foto: Maria Carolina Dias

Definitivamente se aliar aos serviços de streaming tem sido a solução para a crise da indústria fonográfica. A tendência na transformação da forma de ouvir música, desde o vinil até o streaming, foi de concentrar a maior quantidade de faixas em uma única plataforma.

“Eu acho super legal a ideia de fazer a música ganhar outras formas. Esse lance de espalhar sua música por meio de CD, fita, vinil, streaming, MP3 e outros; na minha cabeça faz parte de uma mesma ideia que é a de você aumentar possibilidades de experiências que alguma pessoa pode ter com sua música”, afirma o vocalista da banda Boogarins, sobre a importância de cada mídia.

Assim como disse Fernando Almeida uma coisa não anula a outra, cada vez mais as pessoas estão entendendo que o digital não anula o físico, as vendas de vinil tem provado isso. Há público consumidor para todas as plataformas.

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