O império Netflix

A cerca de 5 anos, assistir algum filme significava sentar no sofá e ver o que estava passando na “Sessão da tarde” ou ir a alguma locadora. Hoje a realidade é outra: somos mais exigentes, procuramos conteúdos exclusivos e conforto, partimos para o mundo online. Já dizia o ditado, “há quem chore e há quem venda o lenço”, os serviços de streaming estão faturando milhões com os chorões.

Por Gabriela Lima, Keytyane Medeiros, Maria Esther Castedo

Com a relativa democratização da internet, dos computadores e smartphones no Brasil dos últimos cinco anos, serviços de streaming de vídeo e música como Netflix e Spotify tem ganhado legiões de assinantes do país. Somente em 2015, a Netflix bateu os 70 milhões de usuários e o Spotify, streaming que oferece música em versão gratuita e paga tem 20 milhões de assinante e cerca de 75 milhões de usuários.

Ao contrário do que se possa imaginar, a Netflix não surgiu em 2010. Naquele ano a empresa ampliou seus negócios e chegou ao universo streaming, mas ela existe desde 1997, quando foi criada por Marc Randolph e Reed Hastings no Vale do Silício, na Califórnia, como uma grande agregadora de locadoras de vídeos em DVDs nos Estados Unidos.

Na sua antiga lógica, a Netflix fazia contratos com grandes e pequenas locadoras de filmes nos Estados Unidos, podendo oferecer um serviço de assinatura mensal barato e prático, a medida que os estoques estavam fragmentados pelo país e eram distribuídos e entregues pela rede nacional de correios, a FedEx. Mesmo na década de 1990 e no início dos anos 2000 os serviços oferecidos pela Netflix já eram revolucionários pois permitiam que usuários dos Estados Unidos tivessem acesso à um catálogo universal de vídeos e filmes variados que iam muito além dos mega hits de sucesso de Hollywood. Essa possibilidade começou a atender demandas de nicho antes negligenciados por pequenos empresários locais, isto é, o catálogo nacional da Netflix possibilitou que fãs de determinados gêneros filmícos como comédia, terror ou musicais alugassem filmes que não estavam presentes nas prateleiras das locadoras mais próximas de suas casas e ainda recebessem os filmes na comodidade de seu lar por correio. Esse  nicho e seus desdobramentos podem ser compreendidos pelo que o pesquisador Chris Anderson chama de “Teoria da Cauda Longa”, em seu livro homônimo lançado em 2006.

A internet e sua longa cauda

Em seu livro, Anderson faz importantes levantamentos com relação à indústria do entretenimento de massas. Facilitada pelo acesso à internet e pela democratização dos meios de produção de conteúdo digital, os produtos antes esquecidos em prateleiras podem ser fabricados e distribuídos online a preços irrisórios, mas que juntos representam uma quantia significativa para as empresas que o comercializam.

Mas onde está a cauda longa nessa história toda? O conceito é básico e fácil de assimilar. Num gráfico, é possível colocar produtos de um mesmo gênero e quantificar o seu alcance e sucesso de público. No topo do gráfico se concentram os hits ou mega hits, isto é, produções que vendem milhões de dólares e que atingem um grande número de consumidores. A medida que o gráfico segue, o número de hits diminui, assim como o número de consumidores e esta é a Cauda Longa. O mistério, no entanto, é compreender quem são os consumidores que se distanciam dos mega hits e principalmente, que tipo de produção consomem e nisto reside o de mercado de nicho.

Teoria da Cauda longa: Livro de Chris Anderson

E ao contrário do esperado fracasso financeiro, o mercado de nicho é responsável por cerca de 40% do faturamento de empresas como Amazon ou Netflix. A grande sacada destes empreendimentos foi unir demanda e oferta por meio da internet. “Sob perspectiva mais genérica, logo fica claro a ideia de que a Cauda Longa tem a ver, realmente, com a economia de abundância – o que acontece quando os gargalos que se interpõem entre a oferta e a demanda em nossa cultura começam a desaparecer e tudo se toda disponível para todos”, afirma Anderson.

Outro importante levantamento do autor em seu livro otimista é que estas tendências de consumo indicam que o mercado e a indústria do entretenimento de massas – como grandes gravadoras ou estúdios de Hollywood – terão seus modos de produção e distribuição alterados pela lógica de fácil acessibilidade proporcionada pela internet, muito mais eficiente em atender demandas de nicho do que a tradicional indústria cultural. Para Anderson, se a indústria do entretenimento no século XX se baseava nos mega hits, no século XXI deverá se concentrar com a mesma intensidade no mercado de nichos se desejar sobreviver a avalanche de possibilidades da internet e de seus produtores-consumidores.

“Esse é o cálculo básico da Cauda Longa: quanto mais baixas as despesas de vendas, mais se pode vender. Como tal, os agregadores são uma manifestação da segunda força, a democratização da distribuição. Todos esses fatores reduzem as barreiras de entrada no mercado, permitindo que mais mercadorias e serviços transponham o obstáculo e cheguem lá, em busca de seu próprio público”, afirma Anderson. Assim, a longa cauda arrastada pelos mega hits passa a competir em pé de igualdade no quesito distribuição e acesso por públicos distintos.

Essa transformação sistêmica na distribuição, é claro, só é possível em países onde a internet e os meios digitais já fazem parte do cotidiano. No Brasil, 49% da população acessa a internet, segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia em 2015. Deste total, 76% da população acessa a rede todos os dias por aproximadamente 5 horas. Isso significa que existe um mercado de 98 milhões de brasileiros que podem acessar a internet e consumir produtos de acordo com seus próprios gostos e preferências. No mundo online os custos de armazenamento e distribuição de produtos de mídia como músicas e filmes são ínfimos pois os megabytes são vendidos por atacado em planos de banda larga. Em 2013, segundo dados do relatório anual de atividades da Anatel, houve um crescimento de 11,9% nas assinaturas de planos de banda larga no Brasil, acrescentando 2,2 millhões de usuários num mercado de 20 milhões de assinantes banda larga nacional. No país, 1 mega de acesso a internet custa, em média R$ 8, já os planos de assinatura variam de R$ 29,90 a R$ 199,90, de acordo com a capacidade contratada pelo assinante.

Netflix, cauda longa e o streaming

Serviços de streaming dependem da banda larga para funcionar e, portanto, movimentam milhões de reais no país todos os anos. No entanto, o custo de armazenamento para as empresas é quase zero e para os assinantes, pode variar entre R$ 14,90 (Spotify Premium), R$ 19,90 (Amazon E-books Ilimitada) e R$ 25,90 (Netflix plano familiar), por exemplo. Desta maneira, com aproximadamente R$ 50, é possível que o consumidor brasileiro tenha acesso à banda larga e a milhões de e-books da Amazon ou filmes e séries disponíveis na Netflix, preferência nacional, por exemplo.

Um filme na Netflix gasta, em média, 2 GB de dados. Por isso, segundo a reportagem da revista Super Interessante de julho de 2015, o serviço já é responsável por 37% de todo tráfego online dos Estados Unidos e sua potência só deve aumentar nos próximos anos. Presente em 60 países, com 70 milhões de assinantes e séries autorais de sucesso, a empresa faturou, só em 2014, cerca de 4,7 bilhões de dólares. Isto mesmo, dólares. Cerca de 16 bilhões de reais por uma empresa de streaming.  No entanto, a empresa não é a única a reinar sozinha neste oceano de dados e IPs que é a internet e para o seu desgosto, seu maior rival tão pouco é uma empresa e sequer é pago. O PopCorn Time, polêmico software de apenas dois anos de idade já está dando dor de cabeça a experiente Netflix. São cerca de 10 milhões de usuários numa escala crescente.

A principal diferença entre os dois serviços é que o Popcorn é gratuito e oferece uma maior variedade de filmes que foram lançado recentemente. Por isso, muitos usuários acabam baixando o programa por não quererem esperar o filme ser adquirido pela Netflix. Outra diferença é como eles funcionam. É como explica o analista de infraestrutura, Guilherme Alves, “a Netflix tem um servidor próprio e compra os direitos autorais dos filmes que oferece, por isso é pago. O Popcorn não tem um servidor, é baseado no modelo Torrent, ou seja, você assiste online através do compartilhamento desses filmes, sendo exibidos por streaming”.

Criado em 2014, o Popcorn foi uma ideia de desenvolvedores argentinos, mas que logo gerou controversas por ser considerado material pirata e logo o projeto acabou. Com grande adesão, o programa ressuscitou através da equipe de desenvolvedores YTS que pegou o código-fonte aberto e recriou o programa, sendo hoje o Popcorn Brasil mantido pela comunidade. No site do programa brasileiro eles respondem sobre a pirataria, “oficialmente, o protocolo Bittorrent não legalmente (ou tecnicamente) permite streaming, mas o software descarga um sequencial no Popcorn Time contornando isso. Usar torrents não é ilegal, mas a exibição de material protegido por direitos autorais sem pagar por isso é. Use por sua conta e risco.” O analista Guilherme reafirma isso e questiona, “a tecnologia sempre existiu, os torrents são realidade e utilizados no mundo todo por milhões de pessoas, é justo culpar uma pessoa por juntar tudo isso em um só lugar? Mesmo que o criador seja até preso, outros serviços com a mesma finalidade vão surgir.”

Neste ano, a Netflix promete investir 5 bilhões de dólares em conteúdo próprio e já oferece alta qualidades como o Ultra HD (4K), serviço que ainda não é acessível para maior parte dos brasileiros. “Países desenvolvidos contam com conexões básicas de 50MB de velocidade, mais que o suficiente para reproduzir filmes a 4K, esperamos que quando houver a popularização das telas 4K, os serviços de internet no Brasil se adequem as novas realidade”, explica Guilherme.

O mercado do entretenimento já mostrou que está tentando seguir a sequência de migração para a internet, criando plataformas autorais ou se unindo a outros programas. Para se ter uma ideia, analistas da Wall Street Journal afirmaram que o lucro estimado é de 137 milhões de dólares, disparando para mais de 500 milhões de dólares em 2017 e dobrando em 2018, para 1 bilhão de dólares, se a expansão da Netflix funcionar conforme o planejado. “Os smartphones já são a primeira tela das pessoas, ultrapassaram a televisão, a tendência é o conteúdo sob demanda e serviços online dominarem o mercado daqui alguns anos”, completa Guilherme. Ninguém quer ficar de fora dessa.

É o fim da televisão? 

Quem não se lembra do merchan que o Silvio Santos, dono do segundo maior canal de televisão brasileiro, fez de graça pra Netflix? “Se você não tem Netflix na sua casa, passe a ter. Os donos da Netflix nos EUA devem estar me vendo e devem mandar para mim um mês de graça!”, disse o apresentador após comentar que assistia a “Bíblia”. O presidente Reed Hastings decidiu dar uma assinatura vitalícia para Silvio e ainda sugeriu que ele assistisse “House of Cards”, um dos maiores sucessos da empresa. Se até o dono do SBT admite seu gosto pelos serviços streaming, não há dúvidas que a competição entre televisão e programas como o Netflix esteja ficando mais acirrada.

Com formato diferenciado, os novos serviços de vídeo tem conquistado mais usuários a cada dia. Na hora que você quiser e onde quiser, você pode acessar milhares de filmes e séries, além de ter conteúdo exclusivo resultado da alta produção (e investimento) que a Netflix se propôs a fazer. Como exemplo temos a sugestão de Hastings, “House of Cards” teve um investimento de US$ 100 milhões para contratar o ator principal Kevin Spacey e o diretor David Fincher. Nos três primeiros meses após a estreia, foram 2 milhões de novos assinantes e o lucro de US$ 160 milhões. A série acabou virando o carro-chefe e motivou a empresa a investir em novas produções. Para se ter uma ideia, no ano passado a Netflix deve ter lucrado em torno de 1 bilhão de reais, semelhante ao faturamento do SBT. E além disso, já tem 4 milhões de assinantes brasileiros, ficando para trás dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Todos esses números são estimativas de executivos da televisão porque a empresa não revela seus dados, apenas que tem mais de 60 milhões de assinantes em todo o mundo. Conta que deve subir este ano já que as filias vão aumentar, de 130 países para 200, entrando para a lista a China.

Umas das grandes vantagens que esses programas streaming tem é que não jogam da mesma forma que os canais de televisão paga. Ainda não foi regulado a forma como esses serviços, conhecidos como OTT (over the top) devem funcionar no Brasil, o que é difícil por atuarem de modo global e na “nuvem”. E é como afirma o ex-senador e conselheiro da Anatel, Aníbal Diniz, em entrevista para a Agência Senado: “Eu acho que a gente não vai ter condição de regrar esses ambientes, hoje é Netflix, Popcorn, amanhã são outras, então chega o momento da liberdade se fazer presente nas redes e na internet.” Entretanto, não é como a os dirigentes da televisão e outros órgãos pensam. Durante o congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), o presidente da Agência Nacinoal de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, disse que serviços como o da Netflix e Net Now também deveriam se encaixar nas regras. “Os principais objetivos dessa iniciativa são: remover os obstáculos ao crescimento desses serviços, criar condições para que as empresas gerem empregos e façam conteúdo de qualidade, além de criar um compromisso para a exibição de conteúdo nacional nesses diferentes cardápios”. Essa produção nacional iria gerar empregos e renda, norma que já faz parte das televisões a paga desde 2011 quando foi aprovado a Lei da TV Paga. Não foi a toa que a Netflix se adiantou e anunciou a produção brasileira de “3%”. Ainda assim é pouco para as televisões a cabo.

Entre os argumentos estão que elas geram 135 mil empregos e cumprem 1.600 obrigações tributárias e burocráticas, enquanto essas outras empresas não tem nenhuma obrigação e pagam algumas dezenas de funcionários no Brasil. Outro ponto diretamente ligado a Netflix é que ela não recolhe ICMS, de 10% da mensalidade, o que geraria entre 50 milhões de reais a 100 milhões de reais no ano passado. E também não paga para a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) a taxa de 3.000 reais por cada título de filme, série e programa. Em resposta, a assessoria da Netflix respondeu: “A Netflix Brasil está baseada no Brasil e paga todos os impostos devidos. Sobre a Condecine, aguardamos para trabalhar com a Ancine [Agência Nacional do Cinema] enquanto eles discutem sobre os serviços de VOD e OTT [over-the-top]”. Já para o presidente da ABTA, Oscar Simões, a Netflix não é uma ameça para a tv a cabo, “mas poderá vir a ser se se mantiver essa situação. Não temos nada contra a Netflix. Mas apelamos ao governo para que haja uma isonomia tributária”. Sobre o futuro da televisão, o presidente da Netflix é mais categórico. Para ele, daqui 10 ou 20 anos, tudo irá migrar para a internet.

Se você não assistiu em 2015, assista em 2016! 

A lista de série que preparamos é quase uma lista obrigatória. Sério, se você não assistiu todas as séries abaixo pare tudo o que você estiver fazendo e assista! Algumas delas vão ter a continuação neste ano. Então já prepare a pipoca e um sofá confortável e comece a maratona!

1 – Better Call Saul

Para os fãs de Breaking Bad, “Better Call Saul” foi o delírio de 2015. O spin-off conta a história do nosso querido advogado charlatão antes de conhecer Walter White. Sim, ele já penou muito nessa vida de advogado e a série mostra como o pacato Jimmy McGill se torna no Saul Goodman, que de good não tem lá muita coisa, né? Essa série já tem sua segunda temporada confirmada pela Netflix, tudo indica que sairá no dia 16 de fevereiro.

2 – Demolidor

No começo de 2015 a Netflix, lançou uma série que mergulhou no universo dos super-heróis da Marvel: Daredevil ou, como conhecido no Brasil, Demolidor. A série fez sucesso entre os telespectadores que se agradaram do enredo, das cenas de luta e do seu plot principal: um personagem que de dia é um advogado e de noite um justiceiro e no meio disso tudo, Matthew Murdock tem uma limitação física: ele é cego. Só assistindo mesmo para saber como é espetacular a forma como ele luta para salvar seu querido bairro, Hell’s Kitchen, do comando de Wilson Fisk. Por favor, assista! Ps. A segunda temporada volta em março deste ano.

3 – Jessica Jones

Vai parecer uma propaganda para a Netflix, porque até agora só indicamos séries produzidas pelo maior serviço de streaming. Mas fazer o quê! A galera tem mandado muito bem. A Netflix tem mergulhado mesmo nas histórias de super heróis e agora trouxeram uma mulher para mostrar todo #GirlPower. Jessica Jones conta a história de uma mulher que, no passado, caiu nas garras de Kilgrave, um cara que controla e manipula a mente das pessoas. Só assistindo para saber como ela lida com o fato de que ele está de volta.

4 – Narcos

Aí, não falei? Outra vez Netflix! Bom, seria quase um insulto se Narcos não estivesse nesta lista. Além de ter um querido ator brasileiro protagonizando a trama, Wagner Moura (que inclusive concorreu como melhor ator em série de drama pelo Globo de Ouro), Narcos conta a história do épico e polêmico Pablo Escobar, o senhor das drogas e um dos homens mais ricos da história de uma maneira muito boa. O diretor é o também brasileiro José Padilha, que conta a história de forma documental. Vai assistir? Se não é Plata o Plomo?

5 – Sense8

Acho que para falar de Sense8 ninguém melhor que JoutJout para expressar o sentimento de quem começou assistir mais uma produção Netflix. ASSISTA

A história é, no mínimo, intrigante. Oito pessoas conectadas mentalmente e no meio disso, elas precisam viver suas vidas e lidar com seus dilemas. “São pessoas comuns, renascidas com um mesmo inimigo e destino.” (Fonte: Minhaserie.com)

6 – Unbreakable Kimmy Schmidt

Para fechar nossa lista de séries, a Netflix apareceu de novo fazendo uma história de comédia dessa vez. Imagine se algum pastor maluco te convecesse de que o apocalipse está vindo agora! Foi o que aconteceu com Kimmy. Ela e mais algumas mulheres ficaram presas em um “abrigo” por 15 anos temendo o mundo acabar. Depois de 15 anos, os policiais encontram essas mulheres e a libertam e aí é que começa a comédia: Como Kimmy Schmidt vai viver em uma grande cidade como Nova Iorque depois de anos presa com medo? Olhe o trailer aí e fique com vontade de começar a maratona:

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